quarta-feira, 17 de julho de 2019
PÉTALA QUE CAI
O NOSSO AMOR É UMA PÉTALA, QUE SE SUSTENTA POR UM FIO.
AO SOPRO, AO VENTO, AO CALOR, ÀS BORDOADAS.
É POR UM FIO, TÃO FINO, QUE MAL SE VÊ, QUE MAL SE NOTA.
UM FIO FINO, MAS FORTE.
SÓ UM FIO, UM ELO, UMA CORDA EM QUE SE AGARRA, UMA CORRENTE QUE AMARRA.
UM FIO FRÁGIL, QUE POR VEZES, DÁ VONTADE DE RASGÁ-LO COM A MÃO
OU APENAS ESPERAR QUE O PESO O DERROTE.
O NOSSO AMOR COMEÇOU TÃO LINDO FEITO PÉTALA, QUE NO TOQUE CONQUISTA.
DE TÃO SUAVE, APAIXONA.
TÃO NATURAL, QUE NÃO SE DUVIDA.
TÃO LEVE, TÃO CHEIO DE VIDA, DE RISO E SONHO.
O TEMPO PROVOU ESSE AMOR.
MAGOOU ESSE AMOR.
FRUSTROU-O.
APAGOU SEU BRILHO.
POR SORTE, NÃO O MATOU.
SORTE? NOSSO? AMOR?
O TEMPO APAGOU O QUE VIVEMOS.
A IDADE FEZ ESQUECER.
A AUTO-DEFESA OBRIGOU A NÃO LEMBRAR.
HOUVE MEDO DE ERRAR, DE SE DEIXAR DE NOVO APAIXONAR.
MEDO DE REPETIR ESSE AMOR MAL VIVIDO.
DE CARREGAR POR MAIS TEMPO O PESO DO CONVIVER.
É A REJEIÇÃO À ÍMPAR IMPACIÊNCIA,
À INESPERADA RESPOSTA RÍSPIDA,
AO INTOLERÁVEL TOM GRAVE,
À INCÔMODA CARA SEM RISO,
À VIDA SEM GRAÇA,
À FALTA DE TEMPO;
OU SERIA A CULPA DO TEMPO DOADO DEMAIS?
PERDEMOS OS BOM DIAS E PIOR, AS BOAS NOITES.
PERDEMOS TANTO, QUE DÁ PENA,
TANTA PENA DO QUE A GENTE PODIA E NÃO VIVEU.
A FLOR NÃO FOI REGADA
E FOI ESSE O PONTO.
SOBREVIVE ATÉ AQUI... MAS, POR UM FIO...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
CORAÇÃO DE ANA
Quando fui mãe, pela 1a. vez, eu ainda era uma criança, apesar de ter 24.
Usei meu instinto para cuidar e proteger. Usei meu amor para suplantar minha inexperiência.
Nunca fui "aquela" mãe!
A comida não era das melhores.
Nunca soube esticar bem uma roupa.
Nem mesmo fazer bem a cama.
Muita pressa ao lavar a louça.
Nada de fazer bem uma faxina...
Não sabia ensinar a lição da escola.
Não gostava de ir às reuniões do colégio.
Mas sentava para ver os filmes infantis. Inventava músicas, falava com voz de criança...
Dançava junto.
Até vestia fantasia.
Meus filhos não iam pra escola com uniforme passado.
E mais, até acordavam e se vestiam sozinhos.
Não levavam lanche nem trocado.
Eu não desembaraçava o cabelo das meninas. Nem ligava se não gostavam dos brincos, babados e laços.
Dava banho sem descansar o almoço.
Deixava andar de pé descalço.
E dormir depois das 10h da noite.
Nunca bati num filho.
Nunca gritei com eles.
Nunca quis impor ordens, regras.
Nunca exigi que fizessem nada pra mim.
Nunca chantageei ou ameacei. Nunca propus que fizessem nada em troca de algo.
Sempre estive longe de ser a mãe exemplar.
Eu trabalhava fora e não me sentia menos mãe por isso. Meus filhos absorveram um exemplo libertador de mãe que paga contas, compra presentes, não deixa lhes faltar nada. E quando está em casa, é só deles.
Não me apliquei em ser a mãe que preparava pra vida, que educava, que impunha limites, que exigia obediência e respeito.
Nunca exigi a nota 10, o caderno bem cuidado nem mesmo estudar pra prova.
Fazia parte do meu ser deixá-los livres para serem o que quisessem.
Sempre gostei das folgas, dos feriados prolongados e das férias dos meus filhos. Porque sempre foi bom tê-los em casa. Nunca paguei colônias de férias, nunca fizeram viagens, não conheceram os pontos turísticos comigo. Privei meus filhos de diversão, porque sempre fui daquelas que protegia demais. Muito neurótica com o perigo. Sei que isso foi péssimo!
Pra sair, só com identificação, telefone, nome e endereço dentro da roupinha.
Nada de se expor a riscos.
Deixei de me divertir e curtir com eles. Mas fiz o que o meu coração pedia. Não conseguiria ser diferente.
Hoje meus 3 primeiros filhos cresceram.
Cortaram o cordão umbilical.
Tanta proteção... e hoje, não posso controlar seus passos.
Apenas confiar que estão guardados por Deus.
Não estou mais perto, à distância do esticar de um braço.
Minha vontade não é nenhuma lei. Na verdade, nunca foi.
São grandes o suficiente para sonhar e irem atrás de seus sonhos, libertos dos meus medos e fortes o bastante para não nutrirem os seus.
Libertos da minha proteção excessiva, hoje, apenas vão! Ou não... Se quiserem.
Pois a vida me ensinou que mãe e pai são breve companhia.
Quando o filho encontra o caminho da liberdade, diz um tchau e segue só.
Usei meu instinto para cuidar e proteger. Usei meu amor para suplantar minha inexperiência.
Nunca fui "aquela" mãe!
A comida não era das melhores.
Nunca soube esticar bem uma roupa.
Nem mesmo fazer bem a cama.
Muita pressa ao lavar a louça.
Nada de fazer bem uma faxina...
Não sabia ensinar a lição da escola.
Não gostava de ir às reuniões do colégio.
Mas sentava para ver os filmes infantis. Inventava músicas, falava com voz de criança...
Dançava junto.
Até vestia fantasia.
Meus filhos não iam pra escola com uniforme passado.
E mais, até acordavam e se vestiam sozinhos.
Não levavam lanche nem trocado.
Eu não desembaraçava o cabelo das meninas. Nem ligava se não gostavam dos brincos, babados e laços.
Dava banho sem descansar o almoço.
Deixava andar de pé descalço.
E dormir depois das 10h da noite.
Nunca bati num filho.
Nunca gritei com eles.
Nunca quis impor ordens, regras.
Nunca exigi que fizessem nada pra mim.
Nunca chantageei ou ameacei. Nunca propus que fizessem nada em troca de algo.
Sempre estive longe de ser a mãe exemplar.
Eu trabalhava fora e não me sentia menos mãe por isso. Meus filhos absorveram um exemplo libertador de mãe que paga contas, compra presentes, não deixa lhes faltar nada. E quando está em casa, é só deles.
Não me apliquei em ser a mãe que preparava pra vida, que educava, que impunha limites, que exigia obediência e respeito.
Nunca exigi a nota 10, o caderno bem cuidado nem mesmo estudar pra prova.
Fazia parte do meu ser deixá-los livres para serem o que quisessem.
Sempre gostei das folgas, dos feriados prolongados e das férias dos meus filhos. Porque sempre foi bom tê-los em casa. Nunca paguei colônias de férias, nunca fizeram viagens, não conheceram os pontos turísticos comigo. Privei meus filhos de diversão, porque sempre fui daquelas que protegia demais. Muito neurótica com o perigo. Sei que isso foi péssimo!
Pra sair, só com identificação, telefone, nome e endereço dentro da roupinha.
Nada de se expor a riscos.
Deixei de me divertir e curtir com eles. Mas fiz o que o meu coração pedia. Não conseguiria ser diferente.
Hoje meus 3 primeiros filhos cresceram.
Cortaram o cordão umbilical.
Tanta proteção... e hoje, não posso controlar seus passos.
Apenas confiar que estão guardados por Deus.
Não estou mais perto, à distância do esticar de um braço.
Minha vontade não é nenhuma lei. Na verdade, nunca foi.
São grandes o suficiente para sonhar e irem atrás de seus sonhos, libertos dos meus medos e fortes o bastante para não nutrirem os seus.
Libertos da minha proteção excessiva, hoje, apenas vão! Ou não... Se quiserem.
Pois a vida me ensinou que mãe e pai são breve companhia.
Quando o filho encontra o caminho da liberdade, diz um tchau e segue só.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
1 ANO
De repente, passou tão ligeiro e você completa o seu primeiro ano.
E pensar que eu tenho vivido os melhores dias das últimas décadas amanhecendo contigo.
De repente, os meses correram e o que era lindo se superou .
Um presente de Deus para todos nós, que nos apaixonamos por tudo o que é você.
Você vem mudando dia a dia. Os olhinhos puxados, sempre alertas e brilhantes, não ficaram mesmo azuis... Os cabelos, acobreados, deixaram de ser lisos e ganharam os cachinhos mais deslumbrantes que já vi... As sobrancelhas, enfim, apareceram! E também os cílios, que eram quase transparentes... Os primeiros dentinhos demoraram pra nascer, mas cumpriram a meta de fazer pelo menos 2 gols antes do primeiro aniversário.
Meu copinho de leite, você é pura gostosura!
Sua voz suave agora repete, com delicadeza, sílabas que definem o seu mundo: Papa, Mama, Bieua, Paua, Bobó, tá! E por enquanto já é o suficiente para nossa comunicação estar completa.
Suas mordidinhas em forma de beijo, abocanhando meu rosto, meu ombro e o joelho da irmã...Que delícia!
Suas lindas mãozinhas levam à boca tudo o que está pela frente. E assim já se foi o primeiro controle da TV...
Você sempre retribui a todos com um sorriso. Nada de mal-humor de manhã!
Quer paz e segurança ao seu redor! Qualquer tom mais alto ou gesto abrupto te faz tremer! E é desse jeitinho que você nos força a reduzir o ritmo, vir com calma, atendendo ao seu convite de levar uma rotina mais serena.
Você está cada dia mais alegre! Cada instante mais sabido! Mais doce e amável! Esse é você!
E quanto espero acompanhar cada um de seus momentos, para aprender contigo mais do que lhe ensinar.
Você é a realização de um sonho perdido.
A restituição que eu e seu pai não esperávamos.
A luz que brilha bem diante dos nossos olhos iluminando o nosso amanhã. Você me faz querer estar lá contigo, lá na frente, ao seu lado!
Você é uma doce e inesperada benção, que nos faz ser muito mais gratos a Deus, que nos surpreendeu com você.
João Vitor, quisera eu encontrar palavras... Mas como não se define o amor com elas, me contento em apenas dizer: "filho, como eu te amo!" E saber que,o que está além das palavras, é a essência viva, forte e eterna que flui entre eu e você.
Muita vida, plena de paz!
Parabéns, João Vitor, meu bebê!
E pensar que eu tenho vivido os melhores dias das últimas décadas amanhecendo contigo.
De repente, os meses correram e o que era lindo se superou .
Um presente de Deus para todos nós, que nos apaixonamos por tudo o que é você.
Você vem mudando dia a dia. Os olhinhos puxados, sempre alertas e brilhantes, não ficaram mesmo azuis... Os cabelos, acobreados, deixaram de ser lisos e ganharam os cachinhos mais deslumbrantes que já vi... As sobrancelhas, enfim, apareceram! E também os cílios, que eram quase transparentes... Os primeiros dentinhos demoraram pra nascer, mas cumpriram a meta de fazer pelo menos 2 gols antes do primeiro aniversário.
Meu copinho de leite, você é pura gostosura!
Sua voz suave agora repete, com delicadeza, sílabas que definem o seu mundo: Papa, Mama, Bieua, Paua, Bobó, tá! E por enquanto já é o suficiente para nossa comunicação estar completa.
Suas mordidinhas em forma de beijo, abocanhando meu rosto, meu ombro e o joelho da irmã...Que delícia!
Suas lindas mãozinhas levam à boca tudo o que está pela frente. E assim já se foi o primeiro controle da TV...
Você sempre retribui a todos com um sorriso. Nada de mal-humor de manhã!
Quer paz e segurança ao seu redor! Qualquer tom mais alto ou gesto abrupto te faz tremer! E é desse jeitinho que você nos força a reduzir o ritmo, vir com calma, atendendo ao seu convite de levar uma rotina mais serena.
Você está cada dia mais alegre! Cada instante mais sabido! Mais doce e amável! Esse é você!
E quanto espero acompanhar cada um de seus momentos, para aprender contigo mais do que lhe ensinar.
Você é a realização de um sonho perdido.
A restituição que eu e seu pai não esperávamos.
A luz que brilha bem diante dos nossos olhos iluminando o nosso amanhã. Você me faz querer estar lá contigo, lá na frente, ao seu lado!
Você é uma doce e inesperada benção, que nos faz ser muito mais gratos a Deus, que nos surpreendeu com você.
João Vitor, quisera eu encontrar palavras... Mas como não se define o amor com elas, me contento em apenas dizer: "filho, como eu te amo!" E saber que,o que está além das palavras, é a essência viva, forte e eterna que flui entre eu e você.
Muita vida, plena de paz!
Parabéns, João Vitor, meu bebê!
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Preguiça
PREGUIÇA
Descobri que tenho preguiça de fazer meu talento virar dinheiro.
De profissionalizar o que faço por habilidade inata.
Não quero aplicar esforço.
Não quero empreender nenhuma tentativa.
Algo falta; e, simplesmente, não quero completar.
Não quero o aperfeiçoamento, a aprendizagem.
Quero a forma rude.
O meu jeito despretencioso e gratuito de me inspirar e escrever.
Se existem técnicas, formas, meios e maneiras, simplesmente ignoro e desprezo.
Quero extrair de mim a primeira idéia, sem trabalhá-la.
Não quero pensar duas vezes.
Quero o sabor do desabafo, o alívio que me dá quando escrevo o que sinto.
Palavras se formam naturalmente e borbulham.
Mistério meu, só interessa a mim.
Não quero o trabalho de revisar e corrigir.
Não quero julgar a moral das minhas histórias.
Quero o argumento instintivo e bruto.
Sem técnica mesmo.
Não quero expor meu trabalho às críticas.
Prefiro permanecer em segredo,
como aquela receita caseira de bolo, que de tão comum, não se repassa.
Serve apenas para tomar com o café e, quiçá, servir para as visitas mais íntimas.
Esse bolo, prefiro comer só, com uma xícara de café fresquinho, sentada à mesa da cozinha.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
AMORES PERFEITOS
Tive a dádiva de nascer com coração de mãe
Um coração aberto pra doar tudo em mim
Uma vida pronta para amar como a mim
E mais que a mim, a ponto de dar a vida
Mãe é assim, e todo mundo entende
O grau, a força, a intensidade
E nada é igual nem se compara
Ser mãe é se entregar
Deixar de ser um todo para viver por uma parte
A melhor e mais importante parte de mim
Amor perfeito? Tenho 5.
Os meus filhos.
Gabriella, a primeira.
Gerada no sonho, na vontade, na ânsia e na alegria.
Mulher de Deus, enviada por Deus, diz seu nome.
Forte, inteligente, cheia de si.
Por um tempo esquivada, ressentida, calada e enigmática,
retraída e pensativa, de riso incontrolado: quase um deboche.
Por um tempo, confusa...
Por um tempo distante dos nossos sonhos.
Apenas tentando se encontrar.
E o coração de mãe diz: pode ir em busca, continuo aqui, aparando, se a ilusão te fizer cair.
E a história vai sendo escrita, letra por letra.
Meu segundo amor, não menor do que o primeiro.
João Pedro, gracioso, firmado sobre a Rocha.
Menino puro, pura infãncia.
Hoje um homem que se forma, lentamente.
Projetos quase secretos, sonhos altos, mas sem pressa
Estável, verdadeiro, silencioso e tranquilo.
Giullia, minha caçula por tantos anos.
Menina sapeca. A graça da família.
Corajosa e forte. Cheia de opinião.
Hoje, uma moça linda que quer asas pra voar, na simplicidade do sonho de apenas ser livre.
CeCe, minha filha peludinha, que veio pra sarar a dor da perda de um filho no ventre.
Bebê adorável e escudeira fiel
Amor intenso,
Minha eterna companhia.
Aquela cujo sonho é apenas um e sou eu.
João Vitor, presente, milagre, recomeço,
A graça e a vitória, a luz, o sorriso, a esperança
Quando tudo disse não, Deus quis e nos deu.
Para todos me entrego, dia a dia, sem reservas.
Por inteiro.
Amores Perfeitos? Eu tenho!
Obrigada, meu Deus pela dádiva do milagre da vida, gerada em mim.
Um coração aberto pra doar tudo em mim
Uma vida pronta para amar como a mim
E mais que a mim, a ponto de dar a vida
Mãe é assim, e todo mundo entende
O grau, a força, a intensidade
E nada é igual nem se compara
Ser mãe é se entregar
Deixar de ser um todo para viver por uma parte
A melhor e mais importante parte de mim
Amor perfeito? Tenho 5.
Os meus filhos.
Gabriella, a primeira.
Gerada no sonho, na vontade, na ânsia e na alegria.
Mulher de Deus, enviada por Deus, diz seu nome.
Forte, inteligente, cheia de si.
Por um tempo esquivada, ressentida, calada e enigmática,
retraída e pensativa, de riso incontrolado: quase um deboche.
Por um tempo, confusa...
Por um tempo distante dos nossos sonhos.
Apenas tentando se encontrar.
E o coração de mãe diz: pode ir em busca, continuo aqui, aparando, se a ilusão te fizer cair.
E a história vai sendo escrita, letra por letra.
Meu segundo amor, não menor do que o primeiro.
João Pedro, gracioso, firmado sobre a Rocha.
Menino puro, pura infãncia.
Hoje um homem que se forma, lentamente.
Projetos quase secretos, sonhos altos, mas sem pressa
Estável, verdadeiro, silencioso e tranquilo.
Giullia, minha caçula por tantos anos.
Menina sapeca. A graça da família.
Corajosa e forte. Cheia de opinião.
Hoje, uma moça linda que quer asas pra voar, na simplicidade do sonho de apenas ser livre.
CeCe, minha filha peludinha, que veio pra sarar a dor da perda de um filho no ventre.
Bebê adorável e escudeira fiel
Amor intenso,
Minha eterna companhia.
Aquela cujo sonho é apenas um e sou eu.
João Vitor, presente, milagre, recomeço,
A graça e a vitória, a luz, o sorriso, a esperança
Quando tudo disse não, Deus quis e nos deu.
Para todos me entrego, dia a dia, sem reservas.
Por inteiro.
Amores Perfeitos? Eu tenho!
Obrigada, meu Deus pela dádiva do milagre da vida, gerada em mim.
ME PUXE PRA PERTO
ME PUXE PRA PERTO
Teu toqueTeu calorTeu cheiroTeu amorTua voz rouca e forteTeu corpo pronto e no pontoSempre Me puxam pra pertoTeu olharTeu riso difícilTua graça flagrada de relanceTua forçaTua vontadeTeu agir rápido e práticoTeu impulso inconsequente Me puxam pra pertoTudo teu atrái a mimMe une a tiMe cola a tiAté teu nomeTeu abraço,Teu amasso, Teu sossêgo que anseioBasta um toqueChegue mais pertoMe puxe pra pertoEsqueça o resto
sexta-feira, 3 de julho de 2015
TIA
Tia, hoje nós nos vimos de novo
A sua alma me pediu para não desistir de lutar
E eu, que devia acreditar até o fim, confesso: quase desisti ao ver que seu corpo já não suporta mais
Já se vão quase 10 meses, muito difíceis de encarar
Os médicos já estão achando que a senhora não volta mais pra casa...
O que eles não entendem é... como a senhora, que está tão frágil, consegue se equilibrar tão heroicamente nesse fio fino, nessa corda bamba, sem cair?
Eu realmente não sei como suporta
Mas, em meio a lágrimas e expressões de dor, vem a resposta... Seus lábios balbuciam: " Jesus é ma-ra-vi-lho-so!"
Esta aí a sua força!
Mas, já é hora desse sofrimento ter fim, não é?
A senhora precisa desse bálsamo
Sabe, tia, hoje eu cheguei a pedir a Deus uma coisa
Espero mesmo que a senhora me entenda
Pedi que Ele lhe vista de vestes bem brancas e lhe apronte para voltar...
Pedi que Ele lhe fortalecesse as pernas
ou...se não fosse mais possível,
que Ele lhe desse asas para sair daí
para se libertar!
O que mais quero é que a senhora seja livre!
Mas, eu sei que a senhora não quer que eu, nem por um instante, pense nisso.
Quer que eu apenas continue crendo! Que eu não desista!
E a senhora está certa, tia!
Eu vou continuar crendo
Que logo vamos dizer:
Acabou! Se levante, pegue suas coisas!
Vamos pra casa, tia!
Em nome de Jesus, Deus, diga que vamos!
A sua alma me pediu para não desistir de lutar
E eu, que devia acreditar até o fim, confesso: quase desisti ao ver que seu corpo já não suporta mais
Já se vão quase 10 meses, muito difíceis de encarar
Os médicos já estão achando que a senhora não volta mais pra casa...
O que eles não entendem é... como a senhora, que está tão frágil, consegue se equilibrar tão heroicamente nesse fio fino, nessa corda bamba, sem cair?
Eu realmente não sei como suporta
Mas, em meio a lágrimas e expressões de dor, vem a resposta... Seus lábios balbuciam: " Jesus é ma-ra-vi-lho-so!"
Esta aí a sua força!
Mas, já é hora desse sofrimento ter fim, não é?
A senhora precisa desse bálsamo
Sabe, tia, hoje eu cheguei a pedir a Deus uma coisa
Espero mesmo que a senhora me entenda
Pedi que Ele lhe vista de vestes bem brancas e lhe apronte para voltar...
Pedi que Ele lhe fortalecesse as pernas
ou...se não fosse mais possível,
que Ele lhe desse asas para sair daí
para se libertar!
Mas, eu sei que a senhora não quer que eu, nem por um instante, pense nisso.
Quer que eu apenas continue crendo! Que eu não desista!
E a senhora está certa, tia!
Eu vou continuar crendo
Que logo vamos dizer:
Acabou! Se levante, pegue suas coisas!
Vamos pra casa, tia!
Em nome de Jesus, Deus, diga que vamos!
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