quinta-feira, 21 de agosto de 2014
ONDAS BRAVIAS
Como as ondas que vão e vem,
batem forte depois amansam
Assim tem sido a nossa vida juntos
Depois da calma, mais um golpe
que nos arrasta violentamente para o fundo
Estou sem fôlego e sem esperança
Não sei mais se vale a pena insistir
Quero águas tranquilas
Mas, com você, só vejo ondas
É hora de dar as costas, correndo,
e buscar terra firme, longe daqui.
sábado, 12 de abril de 2014
OVELHAS SEM PASTOR
Profanaram os altares?
Lobos em pele de cordeiros,
Seus sepulcros caiados!
Profanaram, sim, o lugar santo
Agora eu vejo!
Ergueram o abominável da desolação
Quem lê, entenda!
Fizeram a morada do anticristo
Debaixo dos meus, dos nossos olhos
Ofertamos sem saber a quem
Invadiram a casa do Senhor?
Hereges!
Vaidosos, orgulhosos, cheios de cobiça
Contaminaram milhões
Seduziram os pobres com promessas de grandeza,
Mercadejaram a fé em nome do deus manon
Fizeram tudo, tudo isso
Sem medo, sem piedade
Pois nada temem
O povo, submisso e fiel,
pensou ser o escolhido
Não vimos seus símbolos pagãos
Não vimos a maldade estampada em seus olhos
Não percebemos suas intenções
Apenas sacrificamos
Sangue e alma
Caímos feito bobos
nas teias da perdição
Como fantoches, fomos a própria cena
de um teatro armado para pescar quem semeie
Quanto engano...quanto tempo... quantas perdas...
Fomos contaminados pela ostentação
Almejamos ser grandes
Pagamos ao seu deus com fidelidade
A cada promessa de favor, uma moeda;
ou melhor: o nosso tudo.
Sem sacrifício? Sem sucesso.
Explicado.
Ninguém ousou duvidar.
Quem subestimou o mal
e pensou que ele estava ali na esquina, no bar, na sarjeta...
Matando, roubando, destruindo...Em nossas casas causando desgostos,
Nos saquitéis furados...Nos leitos de dor...
Se enganou.
Eles querem muito mais que isso...
Estão instituindo uma nova ordem
Tomando o poder das nações
Principados e potestades deste mundo tenebroso, onde pensávamos que estariam?
Como fomos ingênuos...
Estão ali, aqui, ao lado, e se possível, nos escolhidos.
Dentro dos templos, atrás das colunas,
No olho da pirâmide, que ninguém percebe e ninguém vê
Nos vitrais que escondem chifres
Nos dedos menores que pingam sangue
No sol, na, lua, nas estrelas
Nos olhos vendados
No piso preto e branco
Nas cordas no pescoço
Nas espadas no peito
Nas caveiras no centro da mesa
Seja na simples ferramenta do pedreiro
Seja no instrumento do arquiteto que repousa sobre a Bíblia
Na Palavra enterrada
Nos rituais que parecem santos
Nos objetos execráveis, que reduzem à criatura, o Deus Criador
Ali estão
Mergulhados no passado, na mistura de culturas antigas,
nas crenças de outros povos,
no mistérios do ocultismo
Estes loucos pregadores de engano
Pagãos vestidos de anjos
Invadiram os templos santos
Com suas heresias milenares
De uma história marcada de sangue
De santos queimados vivos
De pergaminhos rasgados
E de porões que escondem mistérios do sangue real
Venderam lotes nos céus,
Ostentaram a capa e a cruz
Manobraram o pensamento
Usaram a arma da ignorância contra os ignorantes
Proporam sonhos altos na voz de testemunhos igualmente iludidos
Para dar mais crédito, o próprio inimigo se passou por derrotado
Contou o que fazia
Fez revelações
Andou de joelhos
O povo sofrido, suspirando pela cura...
pensou estar no lugar certo.
A Palavra manipulada
chegou aos manipuláveis corações
cheios de emoção e lágrimas
O povo sentiu, cantou, chorou e se rendeu aos encantos do enganador
Pensando estar livre dele
Fizeram dele o seu senhor
Bastou virem um nome
Um coração ardente de amor
A paz numa pomba
para entraram no aprisco, na arca da perdição,
ovelhas sem pastor.
Lobos em pele de cordeiros,
Seus sepulcros caiados!
Profanaram, sim, o lugar santo
Agora eu vejo!
Ergueram o abominável da desolação
Quem lê, entenda!
Fizeram a morada do anticristo
Debaixo dos meus, dos nossos olhos
Ofertamos sem saber a quem
Invadiram a casa do Senhor?
Hereges!
Vaidosos, orgulhosos, cheios de cobiça
Contaminaram milhões
Seduziram os pobres com promessas de grandeza,
Mercadejaram a fé em nome do deus manon
Fizeram tudo, tudo isso
Sem medo, sem piedade
Pois nada temem
O povo, submisso e fiel,
pensou ser o escolhido
Não vimos seus símbolos pagãos
Não vimos a maldade estampada em seus olhos
Não percebemos suas intenções
Apenas sacrificamos
Sangue e alma
Caímos feito bobos
nas teias da perdição
Como fantoches, fomos a própria cena
de um teatro armado para pescar quem semeie
Quanto engano...quanto tempo... quantas perdas...
Fomos contaminados pela ostentação
Almejamos ser grandes
Pagamos ao seu deus com fidelidade
A cada promessa de favor, uma moeda;
ou melhor: o nosso tudo.
Sem sacrifício? Sem sucesso.
Explicado.
Ninguém ousou duvidar.
Quem subestimou o mal
e pensou que ele estava ali na esquina, no bar, na sarjeta...
Matando, roubando, destruindo...Em nossas casas causando desgostos,
Nos saquitéis furados...Nos leitos de dor...
Se enganou.
Eles querem muito mais que isso...
Estão instituindo uma nova ordem
Tomando o poder das nações
Principados e potestades deste mundo tenebroso, onde pensávamos que estariam?
Como fomos ingênuos...
Estão ali, aqui, ao lado, e se possível, nos escolhidos.
Dentro dos templos, atrás das colunas,
No olho da pirâmide, que ninguém percebe e ninguém vê
Nos vitrais que escondem chifres
Nos dedos menores que pingam sangue
No sol, na, lua, nas estrelas
Nos olhos vendados
No piso preto e branco
Nas cordas no pescoço
Nas espadas no peito
Nas caveiras no centro da mesa
Seja na simples ferramenta do pedreiro
Seja no instrumento do arquiteto que repousa sobre a Bíblia
Na Palavra enterrada
Nos rituais que parecem santos
Nos objetos execráveis, que reduzem à criatura, o Deus Criador
Ali estão
Mergulhados no passado, na mistura de culturas antigas,
nas crenças de outros povos,
no mistérios do ocultismo
Estes loucos pregadores de engano
Pagãos vestidos de anjos
Invadiram os templos santos
Com suas heresias milenares
De uma história marcada de sangue
De santos queimados vivos
De pergaminhos rasgados
E de porões que escondem mistérios do sangue real
Venderam lotes nos céus,
Ostentaram a capa e a cruz
Manobraram o pensamento
Usaram a arma da ignorância contra os ignorantes
Proporam sonhos altos na voz de testemunhos igualmente iludidos
Para dar mais crédito, o próprio inimigo se passou por derrotado
Contou o que fazia
Fez revelações
Andou de joelhos
O povo sofrido, suspirando pela cura...
pensou estar no lugar certo.
A Palavra manipulada
chegou aos manipuláveis corações
cheios de emoção e lágrimas
O povo sentiu, cantou, chorou e se rendeu aos encantos do enganador
Pensando estar livre dele
Fizeram dele o seu senhor
Bastou virem um nome
Um coração ardente de amor
A paz numa pomba
para entraram no aprisco, na arca da perdição,
ovelhas sem pastor.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
CORAÇÃO DE DIREITO
O coração é quem manda
dar
fazer
não fazer
igual obrigação de um negócio
igual contrato
prestação
dívida
ou paga-se certo, cumpre-se o prometido
ou perde-se o que tem
o nome, a palavra
O amor faz dívida
se não se paga com a mesma moeda
em igual quantia
é bem valioso
infungível
exige-se perdas e danos
compensação e mora
investe-se muito
promete-se
assina-se em baixo
preto no branco
vira lei
vira pacto
qualificado
registrado
responsabiliza-se
pela consequência do ato
se é incapaz
anula-se o negócio
na forma da lei
não é certo coagir
se há culpa
ou dolo
se houve ou não intenção
responde-se por isso
é hora de saber
que fazer tem consequência
como também o não fazer.
dar
fazer
não fazer
igual obrigação de um negócio
igual contrato
prestação
dívida
ou paga-se certo, cumpre-se o prometido
ou perde-se o que tem
o nome, a palavra
O amor faz dívida
se não se paga com a mesma moeda
em igual quantia
é bem valioso
infungível
exige-se perdas e danos
compensação e mora
investe-se muito
promete-se
assina-se em baixo
preto no branco
vira lei
vira pacto
qualificado
registrado
responsabiliza-se
pela consequência do ato
se é incapaz
anula-se o negócio
na forma da lei
não é certo coagir
se há culpa
ou dolo
se houve ou não intenção
responde-se por isso
é hora de saber
que fazer tem consequência
como também o não fazer.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
IMPREVISÍVEL AMANHÃ
IMPREVISÍVEL AMANHÃ
A gente sonha com algo perfeito...
Em ter o sorriso constante na boca...
E olhos sem lágrimas.
A gente sonha com a companhia que não nos deixa.
Com o braço que apoia nossa cabeça, enquanto a gente dorme...
A gente sonha em caminhar sempre ao lado,
na segurança e proteção de alguém mais que amigo.
A gente pensa que tudo está sempre perfeito ou ficará...
A gente não apenas sonha, mas também espera, com força e ânsia...
Aguardando impaciente
A gente pensa que vive um sonho,
mas descobre que perdeu o sorriso.
A gente pensa que não estar só, basta
Se engana porque isso não é a felicidade
Num piscar a gente acorda e vê que no sonho era mais real...
Era vivo e intenso
Era perfeito o sonho,
mas a realidade não é,
nunca foi e não será...
A gente sofre quando recusa a realidade
Quando não quer acordar.
Sofre porque se nega a crer que o tempo é rápido e atropela sonhos...
É assim mesmo: não dá tempo de viver tudo.
Que aquilo que tanto se quis, passa...
E nem sempre o que se quer, se alcança...
É a vida.
O sonho flutua no horizonte, que
lá longe, nos desafiando a tocá-lo,
como o sol no poente intangível,
atraente, sedutor e deslumbrante...
O sonho nos chama, nos engana...
Sem tempo de alcançá-lo,
mesmo assim vamos ao seu encontro... Como o sol que se esconde,
ele brinca com nossos maiores anseios... Frustra nossas melhores expectativas... Nos deixa na metade do caminho...
A mercê do imprevisível amanhã.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
QUEBRA
QUEBRA
A ponta do lápis quebra
A caneta falha
A tinta acaba
A folha murcha
A flor cái
Se esquece o pingo do j
a vírgula, o acento
A vida é assim
A gente sabe e não faz
Não faz, não porque não se quer
Não se faz, por que não dá
Porque o dinheiro acaba
Porque o sonho murcha
A vontade esgota
As preocupações fazem esquecer
“É prioridade, ceda a vez!”
Mais coisas surgem
Se avolumam. Vem a avalanche!
Mas não dá tempo de dar um grito
de pedir socorro
Não dá pra correr da espada
Nem há coragem pra se entregar à cruz
E aí? Fazer o que?
Quem se interessa, se a ponta quebrou?
se a flor caiu,
se a folha murchou?
Quem entende?
Quem te diz como e o que fazer?
Cadê o recurso? Cadê a ferramenta?
Cadê a vontade, a força, a coragem?
Fazer, fazer, fazer...
Faça ! Faça! Faça!
Alguém entende que nem sempre dá?
Que o caminho é difícil com pé descalço?
Que o chão tá quente? Que a pedra machuca? Que tá sangrando?
Alguém entende?
Tem alguém aí?
Alguém me ouve?
Não... Se quero mesmo sair, preciso apenas seguir em frente.
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