O CORDEL

O CORDEL
Criar é a arte

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

1 ANO

De repente,  passou tão  ligeiro e você  completa o seu primeiro ano.
E pensar que eu tenho vivido os melhores dias das últimas décadas amanhecendo contigo.
De repente,  os meses correram e o que era lindo se superou .
Um presente de Deus para todos nós,  que nos apaixonamos por tudo o que é  você.
Você  vem mudando dia a dia.  Os olhinhos puxados, sempre alertas e brilhantes,  não  ficaram mesmo azuis... Os cabelos, acobreados,  deixaram de ser  lisos e ganharam os cachinhos mais deslumbrantes que já  vi... As  sobrancelhas, enfim, apareceram! E também os cílios, que eram quase transparentes... Os primeiros dentinhos demoraram pra nascer, mas cumpriram a meta de fazer pelo menos 2 gols antes do primeiro aniversário.
Meu copinho de leite, você é pura gostosura!
Sua voz suave agora repete, com delicadeza, sílabas que definem o seu mundo: Papa, Mama, Bieua, Paua, Bobó, tá! E por enquanto já é o suficiente para nossa comunicação estar completa.
Suas mordidinhas em forma de beijo, abocanhando meu rosto, meu ombro e o joelho da irmã...Que delícia!
Suas lindas mãozinhas levam à boca tudo o que está pela frente. E assim já se foi o primeiro controle da TV...
Você sempre retribui a todos com um sorriso. Nada de mal-humor de manhã!
Quer paz e segurança ao seu redor! Qualquer tom mais alto ou gesto abrupto te faz tremer! E é desse jeitinho que você nos força a reduzir o ritmo, vir com calma, atendendo ao seu convite de levar uma rotina mais serena.
 Você está cada dia mais alegre! Cada instante mais sabido! Mais doce e amável! Esse é você!
E quanto espero acompanhar cada um de seus momentos, para aprender contigo mais do que lhe ensinar.
Você é a realização de um sonho perdido.
A restituição que eu e seu pai não  esperávamos.
A luz que brilha bem diante dos nossos olhos iluminando o nosso amanhã. Você me faz querer estar lá contigo, lá na frente, ao seu lado!
Você é uma doce e inesperada benção, que nos faz ser muito mais gratos a Deus,  que nos surpreendeu com você.
João Vitor,  quisera eu encontrar palavras...   Mas como não  se define o amor com elas,  me contento em apenas dizer: "filho,  como eu te amo!"  E saber que,o que está além das palavras, é  a essência viva, forte e eterna que  flui entre eu e você.
Muita vida, plena de paz!
Parabéns, João Vitor, meu bebê!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Preguiça

PREGUIÇA 

 Descobri que tenho preguiça de fazer meu talento virar dinheiro. 
De profissionalizar o que faço por habilidade inata. 
Não quero aplicar esforço. Não quero empreender nenhuma tentativa. Algo falta; e, simplesmente, não quero completar.
 Não quero o aperfeiçoamento, a aprendizagem.
 Quero a forma rude. O meu jeito despretencioso e gratuito de me inspirar e escrever. 
Se existem técnicas, formas, meios e maneiras, simplesmente ignoro e desprezo.
 Quero extrair de mim a primeira idéia, sem trabalhá-la.
 Não quero pensar duas vezes.
 Quero o sabor do desabafo, o alívio que me dá quando escrevo o que sinto. Palavras se formam naturalmente e borbulham. 
Mistério meu, só interessa a mim. Não quero o trabalho de revisar e corrigir. Não quero julgar a moral das minhas histórias. 
Quero o argumento instintivo e bruto. Sem técnica mesmo. Não quero expor meu trabalho às críticas.
 Prefiro permanecer em segredo, como aquela receita caseira de bolo, que de tão comum, não se repassa. Serve apenas para tomar com o café e, quiçá, servir para as visitas mais íntimas. 
Esse bolo, prefiro comer só, com uma xícara de café fresquinho, sentada à mesa da cozinha.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

AMORES PERFEITOS

Tive a dádiva de nascer com coração de mãe
Um coração aberto pra doar tudo em mim
Uma vida pronta para amar como a mim
E mais que a mim, a ponto de dar a vida

Mãe é assim, e todo mundo entende
O grau, a força, a intensidade
E nada é igual nem se compara

Ser mãe é se entregar
Deixar de ser um todo para viver por uma parte
A melhor e mais importante parte de mim

Amor perfeito? Tenho 5.
Os meus filhos.
Gabriella, a primeira.
Gerada no sonho, na vontade, na ânsia e na alegria.
Mulher de Deus, enviada por Deus, diz seu nome.
Forte, inteligente, cheia de si.
Por um tempo esquivada, ressentida, calada e enigmática,
retraída e pensativa, de riso incontrolado: quase um deboche.
Por um tempo, confusa...
Por um tempo distante dos nossos sonhos.
Apenas tentando se encontrar.
E o coração de mãe diz: pode ir em busca, continuo aqui, aparando, se a ilusão te fizer cair.

E a história vai sendo escrita, letra por letra.

Meu segundo amor, não menor do que o primeiro.
João Pedro, gracioso, firmado sobre a Rocha.
Menino puro, pura infãncia.
Hoje um homem que se forma, lentamente.
Projetos quase secretos, sonhos altos, mas sem pressa
Estável, verdadeiro, silencioso e tranquilo.

Giullia, minha caçula por tantos anos.
Menina sapeca. A graça da família.
Corajosa e forte. Cheia de opinião.
Hoje, uma moça linda que quer asas pra voar, na simplicidade do sonho de apenas ser livre.

CeCe, minha filha peludinha, que veio pra sarar a dor da perda de um filho no ventre.
Bebê adorável e escudeira fiel
Amor intenso,
Minha eterna companhia.
Aquela cujo sonho é apenas um e sou eu.

João Vitor,  presente,  milagre, recomeço,
A graça e a vitória, a luz, o sorriso, a esperança
Quando tudo disse não, Deus quis e nos deu.

Para todos me entrego, dia a dia, sem reservas.
Por inteiro.
Amores Perfeitos? Eu tenho!

Obrigada, meu Deus pela dádiva do milagre da vida, gerada em mim.




ME PUXE PRA PERTO

ME PUXE PRA PERTO


 Teu toque
 Teu calor 
Teu cheiro 
Teu amor 
 Tua voz rouca e forte
 Teu corpo pronto e no ponto
 Sempre Me puxam pra perto 
 Teu olhar 
Teu riso difícil 
Tua graça flagrada de relance
  Tua força 
Tua vontade 
 Teu agir rápido e prático
 Teu impulso inconsequente Me puxam pra perto
  Tudo teu atrái a mim 
Me une a ti
 Me cola a ti
 Até teu nome 
Teu abraço, 
Teu amasso, Teu sossêgo que anseio
  Basta um toque 
Chegue mais perto 
Me puxe pra perto 
Esqueça o resto

sexta-feira, 3 de julho de 2015

TIA

Tia, hoje nós nos vimos de novo

A sua alma me pediu para não desistir de lutar
E eu, que devia acreditar até o fim, confesso: quase desisti ao ver que seu corpo  já não suporta mais

Já se vão quase 10 meses, muito difíceis de encarar
Os médicos já estão achando que a senhora não volta mais pra casa...

O que eles  não entendem é... como a senhora, que está tão frágil,  consegue se equilibrar tão heroicamente nesse fio fino, nessa corda bamba, sem cair?

Eu realmente não sei como  suporta

Mas, em meio a lágrimas e expressões de dor, vem a resposta... Seus lábios balbuciam: " Jesus é ma-ra-vi-lho-so!"

Esta aí a sua força!

Mas,  já é hora desse sofrimento ter fim, não é?


A senhora precisa desse bálsamo

Sabe, tia, hoje eu cheguei a pedir a Deus uma coisa
Espero mesmo que a senhora me entenda
Pedi que Ele lhe vista de vestes bem brancas e lhe apronte para voltar...

Pedi que Ele lhe fortalecesse as pernas
 ou...se não fosse mais possível,
 que Ele lhe desse asas para sair daí
para se libertar!

O que mais quero é que a senhora seja livre!

Mas, eu sei que  a senhora não quer que eu, nem por um instante, pense nisso.
Quer que eu apenas continue crendo! Que eu não desista!

E a senhora está certa, tia!
Eu vou continuar crendo
Que logo vamos dizer:
Acabou! Se levante, pegue suas coisas!
Vamos pra casa, tia!

Em nome de Jesus, Deus, diga que vamos!







quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ONDAS BRAVIAS


Como as ondas que vão e vem,
batem forte depois amansam
Assim tem  sido a nossa vida juntos
Depois da calma, mais um golpe
que nos arrasta violentamente para o fundo
Estou sem fôlego e sem esperança
Não sei mais se vale a pena insistir
Quero águas tranquilas
Mas, com você, só vejo ondas
É hora de dar as costas, correndo,
e buscar terra firme, longe daqui.


sábado, 12 de abril de 2014

OVELHAS SEM PASTOR

Profanaram os altares?
Lobos em pele de cordeiros,
Seus sepulcros caiados!

Profanaram, sim,  o lugar santo
Agora eu vejo!

Ergueram o abominável da desolação
Quem lê, entenda!

Fizeram a morada do anticristo
Debaixo dos meus, dos nossos olhos

Ofertamos sem saber a quem

Invadiram a casa do Senhor?
Hereges!

Vaidosos, orgulhosos, cheios de cobiça
Contaminaram milhões

Seduziram os pobres com promessas de grandeza,
Mercadejaram a fé em nome do deus manon

Fizeram tudo, tudo isso
Sem medo, sem piedade
Pois nada temem

O povo, submisso e fiel,
pensou ser o escolhido

Não vimos seus símbolos pagãos
Não vimos a maldade estampada em seus olhos
Não percebemos suas intenções

Apenas sacrificamos
Sangue e alma
Caímos feito bobos
nas teias da perdição

Como fantoches, fomos a própria cena
de um teatro armado para pescar quem semeie

Quanto engano...quanto tempo... quantas perdas...

Fomos contaminados pela ostentação
Almejamos ser grandes
Pagamos ao seu deus  com fidelidade
A cada promessa de favor, uma moeda;
ou melhor: o nosso tudo.

Sem sacrifício? Sem sucesso.
Explicado.
Ninguém ousou duvidar.

Quem subestimou o mal
e pensou que ele estava ali na esquina, no bar, na sarjeta...
Matando, roubando, destruindo...Em nossas casas causando desgostos,
Nos saquitéis furados...Nos leitos de dor...
Se enganou.

Eles querem muito mais que isso...
Estão instituindo uma nova ordem
Tomando o poder das  nações

Principados e potestades deste mundo tenebroso, onde pensávamos que estariam?
Como fomos ingênuos...

Estão ali, aqui, ao lado, e se possível, nos escolhidos.

Dentro dos templos, atrás das colunas,
No olho da pirâmide, que ninguém percebe e ninguém vê
Nos vitrais que escondem chifres
Nos dedos menores que pingam sangue
No sol, na, lua, nas estrelas
Nos olhos vendados
No piso preto e branco
Nas cordas no pescoço
Nas espadas no peito
Nas caveiras no centro da mesa
Seja na simples ferramenta do pedreiro
Seja no  instrumento do arquiteto que repousa sobre a Bíblia

Na Palavra enterrada
Nos rituais que parecem santos
Nos objetos execráveis, que reduzem à criatura, o Deus Criador
Ali estão

Mergulhados no passado, na mistura de culturas antigas,
nas crenças de outros povos,
no mistérios do ocultismo

Estes loucos pregadores de engano
Pagãos vestidos de anjos
Invadiram os templos santos
Com suas heresias milenares
De uma história marcada de sangue
De santos queimados vivos
De pergaminhos rasgados
E de porões que escondem mistérios do sangue real


Venderam lotes nos céus,
Ostentaram a capa e a cruz
Manobraram o pensamento
Usaram a arma da ignorância contra os ignorantes
Proporam sonhos altos na voz de testemunhos igualmente iludidos

Para dar mais crédito, o próprio inimigo se passou por derrotado
Contou o que fazia
Fez revelações
Andou de joelhos

O povo sofrido, suspirando pela cura...
pensou estar no lugar certo.

A Palavra manipulada
chegou aos manipuláveis corações
cheios de emoção e lágrimas

O povo sentiu, cantou, chorou e se rendeu aos encantos do enganador
Pensando estar livre dele
Fizeram dele o seu senhor

Bastou  virem um nome
Um coração ardente de amor
A paz numa pomba
para entraram no aprisco, na arca da perdição,
ovelhas sem pastor.